Quinta-feira, 24 de Março de 2016

Casa de pedra e barro ruim

Esta brisa suave, no mês de Agosto,

De preto vestida... senhora pobre,

Velhinha... que acaricia o meu rosto,

Reúne o rebanho, após o Sol-posto,

A sopa serve... o pão desencobre.

 

Uma breve oração... é muita a fé,

É grande o sorriso, enorme a destreza,

Bancos há poucos, ficamos de pé,

Peguilho repartido, assim é que é,

Momento sagrado, em volta da mesa.

 

Uma candeia, lá vai debitando,

Alguma luz,nenhum contratempo.

Pega na côdea, já vai labutando,

Na masseira, o pão amassando,

P'ra me sorrir, ainda tem tempo.

 

Como é possível, uma vida assim,

Feliz com tão pouco, tanta pobreza!

Por vezes a tempestade não tem fim,

Numa casa de pedra, e barro ruim,

Abriga a família... que riqueza.

 

 

publicado por Carlos Pereira às 17:40
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