Sexta-feira, 20 de Março de 2015

O Pecado

 

O mal nem sempre dura

Mas demora a esquecer

Viverás na amargura

Pois esse golpe perdura

Serás impura até morrer.

 

Esse rapaz que enganaste

Realmente é muito nobre

No sofrimento o deixaste

Sua honra não compraste

E, sendo de família pobre.

 

Nessa masmorra contusa

Que tu erigiste confusa

Ele está arrependido

Ele andaria perdido

Meu irmão ó velha musa?

 

Tem que aceitar tua ausência

E lágrimas não mais chorar

Andar atrás que evidencia

Ou que enorme eloquência

Se assim se pode chamar!

 

Provavelmente da casta cepa

Se fará esse mau vinho

Também na fraga valente

Jeropiga ou aguardente

Que camoeca eu adivinho.

 

Virá um para aprenderes

Nessa malfadada sorte

Se daí tu não desceres

E nessa vida viveres

Baco será teu suporte.

 

Se ser adultera te honra

Para quê tanta altivez

Andas perdida na sombra

Imponência que me assombra

Desce os degraus de uma vez.

 

Agora não me importa

Trilharás o teu caminho

Se um dia jazeres morta

Quão longe da minha porta

Seja esse o teu destino.

 

publicado por Carlos Pereira às 16:42
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