Sexta-feira, 20 de Março de 2015

O prisioneiro

 

Pela janela vidrada,

Eu vejo o Sol de Janeiro,

Arvores de cor matizada,

Estou farto, o ano inteiro.

 

Porquê meu Deus, esta cor,

Chega o mal de ser odiado,

Perdi do mundo o amor,

P'ra ser amaldiçoado.

 

Que marasmo nesta cela,

Já não tenho outro alento,

Vou-me chegando à janela,

Para ver passar o tempo!

 

Estarei arrependido,

Dos quadradinhos me farto,

Quero sair, não voltarei,

A padecer neste quarto.

 

Adeus janela vidrada,

Vou-me já daqui embora,

Quero ver a orvalhada,

Respirar o ar lá fora.

 

 

publicado por Carlos Pereira às 16:40
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