Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Sublime Estrela

 

Quando o sol, do sono se espreguiça,

Raia no negrilho ou no carvalho,

Aurora vem, a natureza atiça

Vendo o aldeão a ir á missa,

Vai lavando a cara no orvalho.

 

E quando a seguir tudo escurece,

Vem a noite, a noite cálida, fria,

A bola roda e quando amanhece,

Eis a sucessão que nos entristece,

Vem outro, e outro, um novo dia.

 

E quando á tarde brilha e desce,

Na janela raia e descortina,

Há uma nuvem na minha prece,

Á noite no horizonte aparece,

Finda o fim de tarde, é a neblina.

 

É assim o astro rei na sua aurora,

Que volta sem pedir seja o que for,

Que vontade, que prazer tem ele agora,

Quente e tão afável ao ir embora,

Finda o dia, pisca o olho que esplendor.

 

Ao fim de tarde, a prima já espreita,

Feito foi, um pacto real entre os dois,

Um vigia enquanto o outro se deita,

Nunca se juntam na roda perfeita,

Agora na cama um, o outro depois.

 

Toda a constelação nos acompanha,

Tão harmoniosa, ó mãe natureza,

És cálice de vida que amanha,

Para que cada um de nós assim tenha,

Faculdade p'rã sentir esta beleza.

 

 

publicado por Carlos Pereira às 16:51
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