Domingo, 28 de Dezembro de 2014

Pastor do Pereiro

No alto socalcos, o penedio,

Avisto a terra, na fraga onde nasceu,

Catita aldeia, onde reina o frio,

A mocidade foi lá que a viveu.

 

Avisto ovelhas, ouço o seu balir,

De leve se afagam nos carvalhos,

Nos pendores da serra estou a ouvir,

Melancólico tanger de seus chocalhos.

 

 

O sorriso no rosto do pastor,

Que nutre pelas ovelhas maior amor,

Continuamente vive a sonhar.

 

 

A maior liberdade são seus anseios,

Beber da natureza sem receios,

Perder-se… p´ra se voltar a encontrar.

publicado por Carlos Pereira às 23:08
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Torrão Luso

Morre a gente lusa, ficam os tais,

Neste abandono encanto de outrora,

Erram os políticos e outros mais,

Querem expulsar-nos daqui para fora.

 

A velha Troika mas que apagão,

Vai-nos ditando tamanha desdita,

A lapiseira trémula em minha mão,

Vai rabiscando o que a mente dita.

 

Bendita sejas nação que foi nossa,

Se um dia já tarde voltares a ser,

Lembra-te do erro que deixou mossa,

Para não o voltares a cometer.

 

Vendidos, comprados aos vendilhões,

Haja fé na imaculada Musa,

Salve, pátria ditosa de Camões,

Morram os chacais, viva a gente Lusa!  

publicado por Carlos Pereira às 23:04
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A criança de Timor

 

Querem que sejas o País do Sol Nascente,

Votaste a liberdade, mantém-se a dor

Sejam solidários, mundo indiferente,

Porque chora uma criança em Timor!

 

 

Não há paz, nem liberdade infelizmente,

Os povos da terra esquecem teu clamor,

Hipócritas; sabem que o opressor mente,

Diz que a criança já não chora em Timor.

 

 

Semearam ódio, violência e terror,

Ai, mundo triste, indiferente, e sem amor,

Ninguém se compadece, onde está o coração,

 

 

Contudo, vamos dar-vos a razão,

Essa criança foi coberto com um véu,

Já não chora em Timor, chora no Céu.

publicado por Carlos Pereira às 22:59
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Sinistro Cinismo

Esta vida que me entristece,

Maior é o mal que nos assola,

Alguém na vizinhança padece,

Sim, não há ninguém que nos consola!

 

Perguntam se já anda melhor,

Mas quando a resposta é positiva,

Franzem o sobrolho, ficam pior,

Queriam resposta negativa!

 

Esta sensação um dia eu tive,

Fazemos parte da mesma teia,

Basta já o mal de quem sobrevive!

 

Amarrados na mesma cadeia,

Com o mal dos outros ninguém vive,

Por amor de Deus, que ideia!

 

publicado por Carlos Pereira às 22:57
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Sábado, 27 de Dezembro de 2014

ditosa arte

Estes artistas que ninguém conhece,

Ninguém sabe quem são é natural,

Destroem um povo que esmorece,

Vendem um povo que já padece,

Na arte do roubo isso é normal!

 

Foram criados sem brincadeiras,

Viveram sozinhos na adolescência,

De bolsos vazios sem algibeiras,

Agora progridem em suas carreiras,

É vê-los inchados, que eloquência.

 

Bancos, Empresas, tudo na mão,

E restos de abutre que ninguém quer,

Levam do cavaco a condecoração,

Licenciados agora todos são,

Na arte da fraude é o que vier.

 

Honestos heróis deste país,

Bocage, Camões e os rendeiros,

Continua haver homens de cariz,

Esta homenagem faço ao Luís,

Enalteço apenas os dois primeiros.

 

Proibido apoderar-se d’um pão,

Repelente ato, total gravidade,

Quando roubares, rouba um milhão,

Isso será sempre uma boa ação,

Impune ficarás, em liberdade!

 

publicado por Carlos Pereira às 18:52
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