Sábado, 11 de Abril de 2015

Mulher

Teus queixumes teus lamentos

No mais profundo do meu ser guardados

São chacota de sentimentos

 

Crianças sem nada e tão felizes

 

Lágrimas derramadas

Páginas de dor sofrimento

Afinal de que te queixas

Afinal o que te falta

 

Crianças descalças disputam um naco de pão

Existências de algibeiras vazias

Tão cheias de vida confiantes

Num futuro próximo que se avizinha melhor

 

Perturba-te a abundância

O exagero do que tens e não consomes

Tudo se perderá e tu também

Nada do que possuis é teu

Tudo se desprenderá nesta efémera passagem pela vida

Moribunda de afetos

Tudo findará num dia cinzento

Mas porquê porquê agora

Esse raio de sol que não compareceu

Motivou talvez essa entrada de rompante

No vazio

Lançada para o meio do nada

Coração arrebatado dessa janela tão alta

Teus queixumes teus lamentos

Quem te convenceu que ganharias asas

Se tu nunca soubeste voar

 

publicado por Carlos Pereira às 12:24
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Só mente Abril

Coragem mundo novo

Outro Abril há-de nascer

Gravado na alma do povo

Em mais um amanhecer

 

E quando o abutre perecer

Devorador sem piedade

Há-de outro cravo florescer

Das cinzas... a liberdade

 

Florirá uma nova Atenas

Não será na Grécia apenas

Mas na Europa e no Mundo

 

Se me quiserem calar

A Alma terão que arrancar

Deste pobre vagabundo

 

publicado por Carlos Pereira às 12:23
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