Domingo, 13 de Julho de 2014

O cálice do amor

O cálice do amor

 

Quando me é estendida a mão,

E do teu cálice me dás de beber,

Estremece em mim o teu coração,

És um novo alento em meu viver.

 

Quero mais, insensível loucura,

Carinho, de amor ficar repleto,

Serei um quadro teu, sem moldura,

Na tela um esboço incompleto.

 

Provoca em mim este teu parto,

Dá vida á vida que vai nascer,

Sorri ao menos, ergue o semblante.

 

Farto estou, mas se não me farto,

Já não consigo compreender,

Este vazio tão inconstante. 

publicado por Carlos Pereira às 23:19
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