Terça-feira, 22 de Julho de 2014

A Avó

Lavadeira que lava, é tão nobre,

Lençóis de linho de mil bordados,

Por causa do vinho, causa tão pobre,

Gerou sem razão, desígnios louvados.

 

Em família abastada ela viveu,

Houve um percalço, fruto de enganos,

O impossível atingiu-a, aconteceu,

Desígnios da vida, tão desumanos.

 

O marido emigrou. Infeliz coitado..,

Vida dura, inóspita e vil.

Sensível causa, enorme pecado!

Sem lençóis de linho, bordados mil.

 

A dignidade muito abalada,

Aldeia pequena, maior vergonha,

De casa dos pais foi afastada,

- Os pés nunca mais aqui ponha!

 

Na casa sombria tudo lhe falta,

Cozinha vazia, é fraco o alento,

Lidando na casa, a noite já alta,

Durante o dia ganhando o sustento.

publicado por Carlos Pereira às 21:46
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. ...

. O Moinho Velho

. Casa de pedra e barro rui...

. Mulher

. Só mente Abril

. Nenhures

. Cem anos a salvar vidas

. Rebeldia de amor

. Rescaldos

. Tentação

.arquivos

. Outubro 2016

. Março 2016

. Abril 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Julho 2014

. Abril 2008

. Março 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds