Sexta-feira, 20 de Março de 2015

A decadência

 

Árdua sina que eu tive,

Gente que labuta, sobrevive,

Trabalho duro, mas nobre,

Aldeia catita, és pobre!

 

Nasci naquela casa além,

Ninguém mais nasce porém,

Ouço o sino a dobrar enfim,

Tocará um dia por mim.

 

Não há futuro, a escola fechou,

Tudo ao relento, a hora chegou,

Vejo hortas de mar cinzento,

Onde se colhia grande sustento.

 

Apetece-me gritar meu avô,

Sopro de vida que acabou,

Não há coragem, eu vou embora,

Aragem do dia, é hora agora.

 

publicado por Carlos Pereira às 16:45
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